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abra los ojos

Intro: texto ’sob encomenda’ que fiz para meu amigo Thiago, no ano passado, como o post anterior. Apesar de compridinho, até que deu pro gasto!

Abra los ojos, abra los ojos, já nos diria Eduardo Noriega no non-sense espanhol.

Foi essa a frase que eu repetia numa manhã carnavalesca, em fevereiro de 2006. Bem, eu imagino que você saiba o que seja uma manhã pós-carnavalesca. Na versão light, você ainda está levemente embriagado, sucumbindo por um copo d’água.

Na versão média, seus pés estão entrelaçados por serpentinas, propositalmente armadas para dificultar seus movimentos no colchão, e se tiver sorte, não se assustará com a máscara de papagaio que você mesmo utilizou na noite passada. Claro, fui de papagaio porque é muito perigoso sair com uma de porco ou de vaca, amigos contam que acordar com uma máscara dessas ao lado é das piores sensações, você não sabe se está em um ritual hindu ou em um açougue.

Não vou relatar como é uma manhã heavy metal pós-folia, porque sempre fui um garoto comedido e, bem, ainda não passei por essas.

Naquele fevereiro, a manhã começou na madrugada anterior, quase num canteiro na praça central de São Luís do Paraitinga, à essa altura o coreto central estava rodeado de moscas e o cheiro de yakisoba da esquina vencia o odor da urina que lambia as bordas do coreto (responsável por propagar o som e palco das bandas que tocavam as marchas locais).

Do lado esquerdo, a estampa turquesa, cabelos castanhos repicados na altura do pescoço e ombros à vista já diziam o que eu teria certa vergonha de dizer. Quando me aproximei, após ser levemente iluminado pelo resto de luz que a lua nos dava, escutei dela:

- Eu vi o rei de quatro. Eu vi.

No relance, já de mãos dadas e sem palavras, eu quebrei o hiato, desdei a mão e ofereci um yakisoba (aquela hora, era a única coisa quente que serviam por ali). A manhã já queria nascer em São Luis eos ombros revelavam o começo de um ladrilho pelo qual qualquer menino gostaria de andar. O sorriso saiu logo depois da fome saciada.

- Me chama de Joana. E me conte tudo.

Algum tremor dominava sua mão e todo o resto de seu braço esquerdo, que me levava na direção contrária do coreto, para um sobrado fora do centro histórico. Água, cajus, uma cama, poucos livros e roupas faziam parte do cenário que não me parecia convidativo. Joana então me sentou, e veio a pergunta:

- Vou te falar sobre a União dos Vegetais. Quero que você me tenha com alguma consciência.

Ao pegar uma caixa que estava sob a cama, fotos, muitas fotos, textos mal-escritos, o som lá de fora era alto, empolgante, mas também havia um som ali dentro, naquele quarto, entre eu e ela. E quanto mais via, menos entendia, não sabia direito o porque de eu estar ali, mas tem coisas que a gente não entende e continua fazendo. Nisso, ela vai de súbito para o banheiro. Estava trancafiada fazia uns dez minutos, porém, sem muitos sons ou ruídos. Eu não escutava nada, nem barulho da água batendo da pia, nem de uma descarga, nem aqueles pequenos barulhos metálicos que as mulheres fazem devido ao aparato que faz qualquer cirurgião morrer de inveja: pinças, tesourinhas, aparador de cílios, não era possível escutar nada disso. De repente, sussurros, sussurros mais altos, chegando próximos de uma voz normal.

- Não dá! Não rola, não agüento mais, isso não é pra mim!

Gelado, eu comecei a procurar alguma coisa para me defender, com medo de que saísse do banheiro algum cenoura-man, uma beterra-humana da União dos Vegetais para tentar me seqüestrar ou converter. Ela sai. O cabelo agora loiro claro, o castanho então era uma peruca. Notei que ela estava em prantos, desesperada mesmo. Nisso, um homem de colete e headphone sai do nada, atrás de uma porta-falsa próxima à cama.

- Calma Juliana, calma! Amanhã a gente tenta de novo, tem tempo!

Eu estava tão perdido como você agora escutando esse diálogo. Volto a olhar para o homem, seu colete trazia um logo estampado no lado direito ‘Green Onion’.

- Atair (como ele sabia meu nome?), sou Carlos Alberto, da produtora Green Onion, muito prazer.

Produtora Green Onion? Será que a Teoria das Cordas realmente existe? Já estou em outro plano?

- Juliana, desce para a van que eu resolvo isso aqui. Vai agora.

Após Juliana deixar o quarto, Carlos Alberto se voltou para mim, contou que a Green Onion é a empresa do Dan Brown e que eu participara de um novo formato de reality-show, cujo objetivo era explorar como diferentes culturas (o reality também seria filmado em oito países) se portavam diante de um ‘mistério’. No entanto, a atriz-host da versão brasileira, Juliana Almeida, não conseguiu encarar totalmente o desafio de gravar nesse formato inovador de televisão.

Ainda pasmo, perguntei se o nome da produtora, Green Onion, tinha alguma relação à União dos Vegetais. Carlos respondeu que não, o nome remetia apenas ao passado de Brown, seu pai era produtor de cebolas em Bancroft, Idaho. Questionamentos feitos, recebi um cheque de dois mil reais, pelo transtorno na noite, enquanto Carlos garantia que toda a filmagem gravada até então seria deletada, já que pelo estresse da atriz, não poderia ser aproveitada ou levada adiante (ele não sabia o valor exato, mas relatou que se tivesse tudo saído conforme o roteiro, eu poderia ter faturado pelos meus direitos de imagem nesse ‘experimento’).

Então, na próxima vez que você for passar o carnaval no interior paulista, abra los ojos, nunca se sabe quando poderá acabar numa espécie de teste de fidelidade do autor de Código da Vinci.

ps. Ainda curioso, perguntei o porquê da oração ‘Eu vi o rei de quatro. Eu vi’. Carlos falou que essa parte do roteiro estava aberta para intervenções da atriz. Procurando no Google, vi que essa oração é um trecho da música ‘Rey’ dos Secos & Molhados. Fico aqui imaginando o que os outros participantes desse reality ainda vão escutar.

#4 - sem título

Intro: texto antigo, escrito no ano passado. Acabei de achar aqui nos meus arquivos. Ao reler achei meio ‘emo’. Mas não tá mal escrito não. Vocês podem achar meio chato, aliás, bem chato. Aí vai:

Eu vi. E olha que ela não é perceptível para todos; talvez uma vantagem. Não faz questão de ser notada. Numa caminhada casual, em direção à farmácia, ela sorri ao lembrar como são gostosas essas tardes de outubro. Melhor ainda quando a sombra vem de uma árvore (retorcida, imperfeita). Não são as sombras geométricas dos prédios que cobrem esse bairro.

À direita, o prédio de sua escola: ali aprendeu, errou, caiu e sorriu. Claro, namorou e deixou-se enamorar. Guarda as amigas, guarda algumas manhãs e pensa, atravessa a rua entre as faixas que atravessara por anos, revira momentos: fofocas, descobertas, bebidas, cigarros, medos, escolhas e conquistas. Bruno. O que o fazia atraente? Seu sorriso, uma leve barba, seu toque.

Ele inebriado em seu universo: guitarras, amigos, surf, futebol. Sua companhia a colocava em contexto, afinal, é importante compartilhar, comemorar, sorrir e sorrir. Futebol, um baseado, as viagens: praia e fogueiras. Os anos passam, as descobertas são mais empolgantes, música, jornalismo, psicologia, fotografia. E uma certa contemplação da simplicidade. Quais são os bons momentos?

Bruno congela em movimento. Ele mantém sua quintessência juvenil, sua pegada, seu sexo. Não enxerga angústias, vive blindado com sua sempre-renovada felicidade, não mudou. Mesmos amigos, nova guitarra, mesmo futebol. Reflexos. E o que é um relacionamento sem reflexos? As inquietações, que ela não queria guardar, sua suave insegurança que ele teimava desmerecer.

Como relevar as noites que ela procurava? Não há como apaziguar desejos; os filmes que perdeu, as fotos que tirou, as tardes chuvosas, sozinha e acompanhada em sua cama. Sozinha e acompanhada. Perdia-se na recusa dessa condição. Altiva, seguia com questionamentos. E acho que ainda segue. Mas aquele olhar, cabelos no ombro, sorriso de canto. Na sombra da árvore.

formigas digitais

Se você tem um blog (e o atualiza) parabéns, você pode ser considerado um ‘formiga da web’. A internet abre espaço para uma série de formigas, existem os blogueiros formigas, o foco da discussão desses são os assuntos em voga na própria blogosfera. Um bom exemplo é essa figura aqui.

Durante o último biênio vimos a proliferação dos formigas  caça novidades, aqui englobo todos os updaters e hunters da vida, promovendo ‘o novo e a inovação’. Na maioria das vezes eles falam de algum novo look visto no Meatpacking District (pode ser Camden também) e tentam associar isso à Apple, fotografia digital, myspace, sobra até pra Wikipedia. Agem como tamanduás, sugando tudo, mas na verdade são formigas.

Os formigas culturais são os mais discretos,  mais resolvidos que as espécies já citadas, se esforçam (sem motivo aparente) para publicar conteúdo relevante, de forma organizada. Acompanho de perto (uns 50 passos de minha baia) a dedicação do pessoal do teatro, mas hoje o destaque vai para o newbrasilmedia blog musical que conheço há certo tempo, cataloga diversos gêneros musicais e raramente apresenta ‘links quebrados’ ou seja, quando você quer puxar algum conteúdo (albúns, shows e filmes no caso) ele realmente estará lá, evitando uma experiência frustrante para o usuário.

O newbrasil subiu nesses últimos dias uma coletânea imperdível para quem gosta de mpb. Imagino o trabalho que tiveram caçando tudo o que está lá, vai de Adoniran a Tim Maia. Pronto, foi a dica e o principal intuito desse post. Bom domingo para todos vocês.

ps. Se você possui uma conta de rapidshare, aí não tem para ninguém, recomendo a compra de um hd portátil.

shiva point

Eu entrei no yoga arrastado por minha mãe, que acabara de voltar a morar em São Paulo e procurava uma infinidade de atividades para passar seu tempo, e eu a acompanhava em algumas. Confesso que sempre achei bacana aquelas retorcidas que os yogues dão com seus próprios corpos, e convenhamos, o apelo de paz interior é algo que foi muito bem vendido para toda a minha geração (e algumas anteriores também).

Começaram as aulas, ou melhor, sessões. Contorcer o próprio corpo não é moleza, mas ver os outros (geralmente mulheres de meia-idade) em poses nada convencionais é divertido, tem aquelas que, obviamente, fazem por fins estéticos, se esforçam, prestam atenção na respiração e contraem a barriga como nunca fizeram antes. Acham que ‘o maridão lá em casa’ vai gostar de ver um silhueta mais enxuta, enfim, a opção é delas. Outras fazem pela tal paz interior e quase entram em alfa quando o yoge cita frases como: ‘Sinta que você é uma folha, uma folha serena, passando sobre o rio, o rio é seu universo. Observe a suavidade desse ambiente. Namastê!’

Conheci Ana Paula entre uma sessão e outra, uma das poucas pessoas da minha idade (tinha 20 anos na época - 2004), que freqüentava aquele espaço (não sei como definir o espaço ‘centro de yoga’ talvez?). Sobrinha da dona do espaço e praticante há certo tempo, Ana não encarava yoga apenas como atividade física, a prática e a filosofia transformaram seu estilo de vida.

É claro que achei tudo muito interessante, os sucos de rosas e anis, as fritadas de beterraba e clorofila, sua maestria nas ashanas mais difíceis, como a pose do dragão, as batas indianas, fotos da Índia, Alemanha e Sri Lanka, além da tatuagem de mandala na perna, delicada e indecifrável.

Tudo começou a ficar complicado quando Ana revelou que já tinha sido consumida por Radha e Krsna*, num embate que me pareceu pra lá de transcendental, segundo a descrição dela. Isso na época em que nosso status conjugal se caracterizava como rolo.

radhakrsna.jpg

Mais essências de rosas, eu me matando nos ashanas, trajando batas e incenso, incenso, incenso. Ela teimava em voltar com o assunto transcendental, da consumação, das diversas faces de Lakshimi e principalmente, de como eu tinha que participar dessa pajelança hindu.

Vale lembrar que o quarto dela era um espetáculo à parte. Nova Délhi na Bela Cintra. E chegou a primeira das noites que um casal naquela idade tanto quer: com a ausência de qualquer outro ser humano no recinto, a madrugada seria nossa única cúmplice. Velas e incensos perfumavam todos cômodos, pétalas de finas flores flutuavam em cumbucas. Buddha Bar dava o tom (mais clichê impossível) e o tatame parecia gentilmente preparado para nós.

Ana vai ao banheiro e volta com um pequeno pote, de longe parecia um tempero, que logo foi colocado no criado-mudo ao lado do tatame. Começamos os ashanas, tudo bem tranqüilo, nos aquecendo e ‘flutuando como um folha no rio’. Ana passou a mão no pote e começou a me massagear com o tempero, na hora identifiquei o cheiro forte de curry. Sim, tinha curry sobre todo meu corpo. Cinco minutos depois e meus olhos estavam lacrimejando, dez minutos e não sentia mais minhas bochechas.

Nem vou entrar nos detalhes das máscaras de Brahma, representada animalmente por um elefante. Só gostaria de reforçar que curry fica bom no frango e também em cordeiros.

*Radha e Krsna são as formas mais comuns do deus Vishnu.

palmas para quem merece palmas

Jerry Seinfeld no Comedian Awards. Coisa de gênio.

O vento, e o que ele nos traz

E mais uma noite cai perfurada por pensamentos. Sentimentos? Alguns, mas esses ficam de lado na hora de escrever, digo, se você escreve tão somente pelo ato de juntar palavras, não há sentido em inserir sentimentos, se são aquelas palavras que você, somente você, vai ver daqui certo tempo e lembrar: ‘setembro de dois mil e sete’.

hello moneymakers! (e mulheres e blogs)

Após, han, mais de três meses sem blogar (férias? trabalho em excesso? cerveja em excesso? ou sono em excesso?)  update: vi agora que foram apenas dois!  - aliás excesso é uma palvra estranha, na hora de ler é ok, mas quando se escreve passa aquela sensação que foi redigida errada.

Volto, enfim, para meu retiro digital, é realmente engraçado ter um blog, às vezes vejo esse blog como uma garota quieta, que você precisa estimular muito pra te dar algum prazer. Sabe como é? A menina tá lá, você sabe o telefone dela de cor, onde tem que tocá-la, o que tem que fazer pra arrancar uma risada, mas nem toda hora é clima pra ligar pra ela, vocês tem o msn um do outro, mas não se chamam, daí dá aquela vontade, vocês tão na seca e quando vêem, já estão num ‘ardente amasso’ entremeado por pensamentos como “pq eu estou fazendo isso aqui?” ou “será isso uma perda de tempo?” e até mesmo “nossa..como enrolei pra ligar de novo pra essa gostosa” - e…voilá! Você está numa situação de extrema verossimilhança com a ‘arte de atualizar blogs’.

Para manter meu estigma de ‘esponja’ ou ‘chupim barato’ e até mesmo ‘mambembe desleixado’ venho aqui para salvar para a eternidade mais uma citação barata, suja, quiçá sem-graça. Ei-la:

“Nerds won’t leave you for another woman,” explains one Yale-educated editor, a self-described gigolo nerd (gerd?). “They’ll only leave you for the next update of OS X…or Windows Vista…or PS3. Or a Wii.” - via TimeOut New York.

Sutil né? Se você estava esperando uma…referência, aquelas coisinhas que já postei para impressionar incautas (?) vá direto em quem entende do assunto, e não entre mais aqui. Falo deles e desse rapaz aqui.

É isso. Bom final de semana, speed racers!

citação do dia (ou minuto de sabedoria)

Mais uma vez venho aqui para citar um trecho de post do Russell Davies, dessa vez sobre branding:

“….You got branding. And most of it was as intellectually rigorous as phrenology. Actually it was probably more like Scientology; it was somewhere between a fake religion and a false science.”

                                                

É…às vezes somos bandidos tentando ser mocinhos (ou estrelas).

o espírito das coisas

Engraçado, ‘não adianta nos escondermos de  nós mesmos’ - já diria Jung. A verdade, na sua forma mais sutil, aparece e nos surpreende. Ainda bem. Talvez a frase do Jung seja exagerada para descrever o que acabou de acontecer comigo hoje cedo (porque foi uma coisa meio boba, sem relevância alguma), mas como esse é meu blog e ontem notei que tive um surpreendente aumento na audiência (indica que sim, vocês me agüentam!) resolvi botar para fora, eis o enredo:

 Quis comprar uns livros, tava sobrando uma grana e fazia tempo que não comprava. Mas hoje não queria quaisquer livros, queria os Taschen, que sempre me chamam a atenção quando vou à Livraria Cultura ou na Fnac daqui da Paulista (ou qualquer outra onde eles estejam à venda!). Notei que os preços dos Taschen baixaram bastante, em 2003 um livro pequeno deles, como esse aqui custava uns 100 reais e nesse ano vi por 40. Então, mãos à obra: entrei no Submarino e comecei a pesquisar, depois de um tempo (um bom tempo) estava decidido a comprar esses dois: o Photo Icons e Extra/Ordinary Objects. Eles iam me custar quase 100 pilas, mas ok, se você clicar vai ver que são 2 ‘puta’ livros bacanas, além de mexer com o meu desejo (anseio?) constante de ter mais referências / conteúdo sobre design, fotos, coisas curiosas.

 Apenas mais uns dois cliques e pronto, os teria comprado, mas antes de finalizar resolvi dar uma olhada na Amazon, porque as coisas lá são bem mais baratas e com o dólar do jeito que está talvez compensasse. Aí vem a parte em que tudo muda de figura: lembrei de um livro que queria faz tempo o ‘The Perfect Pitch’ do Jon Steel (pra quem não sabe – acredito que seja a maioria - sou planejador e o Steel é uma das grandes figuras do planejamento de marcas mundial). Já era a segunda vez que tinha entrado na Amazon pra comprar esse livro e saia sem ele, não resisti e coloquei no carrinho de compras e pensei ‘ah já que é pra gastar, vamo pegar algo novo’ e coloquei no carrinho o ‘Herd: How to Change Mass Behaviour by Harnessing Our True Nature’ outro que já tinha ouvido lido resenhas faz algum tempo mas também tinha deixado para depois, peguei e também coloquei no carrinho e tinha mais um ainda, o D.I.Y.: Design It Yourself que descobri no blog (na lista de presentes) do GP  e me pareceu uma boa: alia design ao faça-você-mesmo, algo que hoje em dia todo mundo parece querer, mas ninguém faz!

Depois dessa seleção, fechei a compra. Deu um pouco mais caro que a seleção antiga no Submarino, mas o ponto não é esse. Quando vi, a minha compra foi totalmente diferente do que queria inicialmente, ou seja, comprei dois livros relacionados ao meu trabalho e um mais ou menos relacionado ao meu desejo. Das duas uma: ou inconscientemente tinha mais desejo de comprar os livros que comprei do que os que deixei para trás, ou não sigo o meu desejo e seu um cara totalmente levado para o racional, um bitolado, sedento por trabalho e dinheiro! Brincadeiras a parte, não me arrependo dos livros que comprei, mas esse papo de desejos e escolhas e as decisões que tomamos sem pensar, pensando demais, são assuntos pra lá de interessantes. Boas compras para todos vocês! s que tomamos sem pensar, pensando demaisdecismoso para o racional, um bitolado, sedento por trabalho e dinheiro!lho e e gerar

resumindo

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Vi o gráfico acima no flickr do Felipe Tofani, bem-humorado e seco, acho que ele resume muita coisa, não só sobre música, mas se você parar e pensar, verá que sua temática (I like, I used to like, You like) reflete todas as escolhas e mudanças que você faz na vida.

Fazer gráficos é bom, como já provou a blogueira famosa. Eles te ajudam a te entender, são uma forma visual de auto-conhecimento e podem sair coisas divertidas também. Vou procurar fazer mais.

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